Recentemente, a Febraban anunciou uma mudança drástica no mundo dos negócios, pr

Federação Brasileira de Bancos
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incipalmente para empresas que trabalham com a emissão de boletos: a partir de 2017 não haverá mais a possibilidade de geração de boleto sem registro.

Mas afinal de contas, o que isso muda em sua vida?

Boleto sem registro X Boleto com registro

Seguindo a orientação que o próprio nome diz, a principal diferença entre um modelo de boleto e o outro é que um deles tem registro dentro do sistema bancário e o outro não. Quando ele é registrado, você acaba cedendo ao banco todas as informações de cobrança necessárias e dessa forma, consegue realizar o cancelamento ou fazer qualquer alteração tanto quanto possível, como data de vencimento e valores.

Uma das principais diferenças é em relação à taxa, a tarifa cobrada entre um modelo e outro. Quando utilizamos modelo sem registro, nós pagamos uma taxa apenas quando o boleto é, efetivamente, pago. Já na outra opção, você paga uma tarifa para o banco quanto gera a prestação e também quando há o retorno dela.

A principal vantagem desse modelo é que se por ventura a pessoa não pague o boleto que você emitiu, é possível protestar em cartório tal dívida. Muito embora ele não seja considerado um título de crédito, você consegue protestar o título de crédito que é indicado no boleto, que normalmente se trata de uma duplicata mercantil ou então de um serviço prestado.

Quando será o fim dessa modalidade?

A FEBRABAN (Federação Brasileira dos Bancos) anunciou o fim dos boletos sem registro a partir do início do ano de 2017. Tal modificação faz parte do Projeto Nova Plataforma de Cobrança, que irá trazer mais transparência no sistema de cobrança realizado pelos bancos. Mas calma, nem todas as mudanças irão acontecer de uma única vez. Algumas começaram a acontecer, inclusive, em 2015. O prazo final acontece em dezembro de 2016, com o término da migração das carteiras de cobrança sem registro para a modalidade (única a ser aceita a partir de então) registrada. E a partir de janeiro, essa cobrança começa de fato a ser implementada no sistema nacional.

Os boletos que forem emitidos a partir de 2017 serão sempre, registrados, bem como só poderão ser pagos no banco emissor, mesmo que esteja dentro do prazo de vencimento.